Acompanho as discussões nos últimos tempos em Bauru à respeito da fila de indústrias para se instalar na cidade e que estariam barradas pela falta de espaço e infra-estrutura nos distritos locais. O segundo ítem da reclamação das entidades de classe das indústrias, ou seja, a infra-estrutura já é velha conhecida de todos. Entra governo e sai governo no município e a impressão que temos é que os problemas são insolúveis. O primeiro componente é que nos parece mais recente e preocupante: a discussão em torno da preservação das área de cerrado definidas em lei. Essa é uma questão que precisa ser ampliada. Até por que, a lei que criou a área de preservação do cerrado foi aplaudida por diversos segmentos e se tornou motivo de orgulho para nossa cidade no momento em que chegavam dados estarrecedores sobre a quase extinção desse bioma no estado de São Paulo. Quanto à expansão das áreas industriais da cidade, acredito que restringir a discussão a redução ou não das áreas próximas ou nos distritos é simplista demais. Embora entenda que nosso município tenha uma área muito pequena e bastante ocupada, ainda temos alternativas. Por exemplo, o que vamos fazer com os mais de 60.000 vazios urbanos que temos. É isso mesmo, em termos de lotes e terrenos, temos quase uma outra Bauru dentro de Bauru que hoje não é ocupada. É claro que não defendemos instalar indústrias em áreas residencias mas, por que não buscar trocas ou permutas com espaços que possam ser apropriados para isso. Outra alternativa seria nossa área central. A região para a qual tanta gente defende a "revitalização" poderia abrigar várias empresas e não haveria a alegada falta de estruura. Deixo claro aos leitores que estou buscando alternativas a essa discussão. Posso estar vendo soluções onde elas não existem. Mas acredito sinceramente que o antagonismo simples entre a preservação do cerrado e desenvolvimento industrial da cidade não é o único caminho. Finalmente, defendo a discussão desse tema de maneira pública e aberta. Inclusive na Câmara Municipal pelos vereadores e por que não, em audiências públicas. Quanto mais gente discutindo esse assunto, melhor.
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