Era uma vez na floresta….

                                     

     Eram tempos bicudos na floresta das frutas… daqueles  em que não se pode negligenciar o almoço sob pena de perder o jantar. Tempos propícios para o surgimento de espertezas de ocasião. E não é que de repente surgiu mais um complicador para a os habitantes da mata: uma crise de coceira que pegava todo mundo, indistintamente. Do macaco ao cisne, da marmota ao tico-tico, do urso à saracura  não escapava ninguém. Era um tal de se coça daqui e dali e não havia mais arbustos e troncos de árvores para que os animais se livrassem do suplício. No meio desse caos, a observadora coruja, esperta que ela só, resolveu avaliar o caso e descobriu que um banho nas águas do lago poderia resolver o problema. Pronto. Seria o fim do  martírio  dos pobres animais que já não suportando os ataques da urticária estavam quase se esfolando vivos.

Mas o que faria a sábia coruja  de posse da preciosa informação sobre a cura. Pensando em levar vantagem na questão, ela que já havia se banhado secretamente, procurou o Jacaré e propôs: Vou divulgar a solução para a coceira, desde que cada um pague para se banhar e você e seus parceiros garantem que ninguém entre no lago sem o devido pedágio. No fim, dividimos os resultados e todos ainda ficarão agradecidos por terem se livrado da coceira infernal. E assim sucedeu e todos pagaram com o que podiam pela ideia da coruja em associação com os poderosos jacarés. Apenas os macacos não se banharam  mas, curiosamente também se livraram do problema. Quando indagados pela coruja quanto ao motivo que o fez abrir mão do banho salvador respondeu o macaco: Em primeiro lugar nós morremos de medo é da água. Pior ainda com jacarés. Em segundo lugar, descobrimos o parasita que provocava a coceira e como nos limpamos uns aos outros constantemente, aos poucos fomos eliminando o problema. Em terceiro lugar, e mais importante, não é só você  que tem o dom de observar essa floresta, senhora coruja. A primeira coisa que percebemos, enquanto nossos irmãos em desespero não conseguiram notar, foi o seu conchavo com o jacaré. 

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