Sem novidades no front do Batalha

 

                            Estamos realmente diante de fenômenos climáticos extremos? As chuvas que atingiram a região e praticamente todo o estado e levaram calamidade a vários municípios são efeitos do El Niño? É difícil responder com boa margem de segurança essas duas perguntas. Mas independentemente do acerto na resposta, a que se considerar a influência do nosso comportamento na intensidade desses fenômenos e também nos seus efeitos. O aquecimento das águas do oceano pacífico e as mudanças provocadas pelo aquecimento global vem sendo monitorados já faz algum tempo e os alertas são constantes.

Mas existem outras variáveis que influenciam, principalmente nos efeitos provocados por chuvas de forte intensidade e outros fenômenos. Aqui também não há novidade. A falta de infra-estrutura nas cidade, a invasão às áreas de várzea dos rios, a canalização desses corpos d’agua sem o devido dimensionamento. Isso para não nos aprofundarmos na questão da impermeabilização excessiva e a falta de projetos de drenagem urbana. O resumo da ópera: cada vez que enfrentamos uma precipitação mais forte, contabilizamos os prejuízos em milhões de reais, às vezes até com a perda de vidas humanas.

Outro efeito colateral dessas catástrofes é o que  estamos presenciando agora no Rio Batalha. O excesso e a concentração das chuvas provocaram um verdadeiro arrastão às margens do rio, destruindo tudo, levando parte de sua mata ciliar e alterando até mesmo seu curso. Mas até isso era previsível. Assoreado, desmatado em seu entorno e desprotegido, o rio acabou se tornando vulnerável ao não conseguir dar vazão à toda agua que recebeu em tão pouco tempo.

O diagnóstico não é difícil. Até mesmo um leigo pode perceber que estamos diante de uma situação extremamente preocupante. O prognóstico é ainda pior. Isso por que, infelizmente teremos agora muita discussão em torno do assunto, muitos indicativos do que precisa ser feito, projetos e mais projetos e assim que  uma outra calamidade desviar a atenção da população, grande parte das pessoas vai se esquecer  das enchentes e do Batalha. Até que as torneiras sequem de novo, seja por falta ou excesso de água.

 

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